A DTM crônica tem impacto significativo no desempenho profissional. Estudos indicam que pacientes com DTM grave perdem em média 4 a 8 dias de trabalho por ano por absenteísmo, além de apresentar redução de 20% a 30% na produtividade quando presentes (presenteísmo).
Impacto da DTM na Produtividade no Trabalho
A dor crônica da DTM impacta diretamente o desempenho profissional. A dor constante consome recursos cognitivos — atenção, memória de trabalho e capacidade de tomada de decisão — reduzindo a produtividade. Estudos mostram que trabalhadores com dor crônica têm 2 a 3 vezes mais absenteísmo e presenteísmo (presença com desempenho reduzido) do que trabalhadores sem dor. A DTM é uma das causas de dor crônica mais prevalentes em adultos em idade produtiva, com impacto econômico significativo.
Absenteísmo e Presenteísmo por DTM
O absenteísmo (faltas ao trabalho) por DTM ocorre principalmente durante crises agudas de dor intensa. O presenteísmo — estar presente no trabalho mas com desempenho reduzido pela dor — é mais comum e frequentemente subestimado. Estudos mostram que o custo do presenteísmo por dor crônica é 2 a 3 vezes maior que o custo do absenteísmo, pois afeta a produtividade de forma contínua e silenciosa. O tratamento adequado da DTM reduz tanto o absenteísmo quanto o presenteísmo, com retorno sobre o investimento documentado.
Adaptações no Ambiente de Trabalho
Adaptações práticas no ambiente de trabalho para pacientes com DTM: ajustar a altura do monitor para o nível dos olhos; usar suporte para documentos para evitar flexão cervical; fazer pausas de 5 a 10 minutos a cada hora para alongamento cervical e mandibular; usar headset em vez de segurar o telefone entre o ombro e a orelha; configurar lembretes para verificar a postura e o relaxamento mandibular; e comunicar ao gestor sobre a condição quando necessário para obter adaptações razoáveis no ambiente de trabalho.
Estratégias para Manter a Produtividade com DTM
Estratégias para manter a produtividade com DTM: planejar as tarefas mais exigentes para os períodos do dia de menor dor; usar técnicas de gerenciamento de tempo (Pomodoro: 25 minutos de trabalho focado, 5 minutos de pausa); priorizar a comunicação por escrito em períodos de dor intensa para reduzir a fala; manter o tratamento regular da DTM para prevenir crises; e comunicar abertamente com a equipe e gestores sobre as limitações, quando necessário. O tratamento eficaz da DTM é a estratégia mais importante para recuperar a produtividade.
Referências Científicas
Schiffman E, et al. Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders (DC/TMD). J Oral Facial Pain Headache. 2014;28(1):6-27. | Slade GD, et al. Summary of findings from the OPPERA prospective cohort study. J Pain. 2013;14(12):T102-T115. | Al-Ani MZ, et al. Stabilisation splint therapy for TMD. Cochrane Database Syst Rev. 2004.