A dúvida entre calor e frio para DTM é muito comum. A resposta depende do tipo de sintoma e da fase da condição: o calor é indicado para dor muscular crônica e rigidez, enquanto o frio é indicado para inflamação aguda e edema.
Calor para DTM: Quando e Como Usar
O calor é indicado para dor muscular crônica e tensão nos músculos da mastigação. A aplicação de calor úmido (compressa quente ou bolsa de água quente envolta em toalha) por 15 a 20 minutos na região da mandíbula e têmporas promove vasodilatação, aumenta o fluxo sanguíneo local, relaxa a musculatura e reduz os espasmos musculares. É especialmente útil pela manhã, quando a rigidez muscular após o bruxismo noturno é mais intensa, e antes dos exercícios mandibulares prescritos pelo fisioterapeuta.
Frio para DTM: Quando e Como Usar
O frio é indicado para dor articular aguda, inflamação da ATM e após procedimentos odontológicos. A aplicação de gelo (envolvido em toalha, nunca diretamente na pele) por 10 a 15 minutos na região da ATM promove vasoconstrição, reduz a inflamação local e tem efeito analgésico por diminuir a velocidade de condução nervosa. É útil nas primeiras 48 a 72 horas após um episódio agudo de dor articular ou após uma consulta odontológica prolongada que sobrecarregou a ATM.
Calor vs. Frio: Qual Escolher?
A regra geral é: use frio para dor aguda e inflamação articular; use calor para dor muscular crônica e tensão. Na prática, muitos pacientes com DTM se beneficiam de ambos em momentos diferentes: frio durante crises agudas de dor articular e calor para o relaxamento muscular diário. Quando há dúvida, o calor úmido é geralmente mais seguro e bem tolerado pela maioria dos pacientes. Nunca aplique calor ou frio diretamente na pele — sempre use uma barreira de proteção para evitar queimaduras ou lesões cutâneas.
Protocolo Correto de Aplicação
Para o calor: use compressa de gel aquecida no micro-ondas por 30 segundos, ou toalha umedecida em água quente (não fervente), aplicada por 15 a 20 minutos. Para o frio: use bolsa de gelo ou ervilhas congeladas envoltas em toalha, aplicada por 10 a 15 minutos com intervalos de pelo menos 1 hora entre as aplicações. Ambas as técnicas podem ser usadas como complemento ao tratamento principal (placa interoclusal, fisioterapia), mas não substituem a avaliação e o tratamento especializado pelo cirurgião-dentista.
Referências Científicas
Schiffman E, et al. Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders (DC/TMD). J Oral Facial Pain Headache. 2014;28(1):6-27. | Slade GD, et al. Summary of findings from the OPPERA prospective cohort study. J Pain. 2013;14(12):T102-T115. | Al-Ani MZ, et al. Stabilisation splint therapy for TMD. Cochrane Database Syst Rev. 2004.