O estalo na mandíbula ao abrir ou fechar a boca é um dos sintomas mais comuns da DTM, afetando 20% a 30% da população adulta. Mas nem todo estalo significa doença — entender quando o estalo é um sinal de alerta é fundamental.
O estalo na mandíbula é causado pelo deslocamento do disco articular — a estrutura fibrocartilaginosa que fica entre o côndilo mandibular e a fossa temporal. Quando o disco se desloca para frente durante a abertura bucal e retorna à posição normal ao fechar, produz um estalo audível.
O estalo isolado, sem dor, sem limitação de abertura e sem progressão, é geralmente benigno e não requer tratamento. Estudos longitudinais mostram que 30% a 40% dos estalos isolados se resolvem espontaneamente em 5 anos.
O estalo preocupa quando: é acompanhado de dor na ATM ou nos músculos da mastigação; há limitação de abertura bucal; o estalo progride para crepitação (barulho de areia); há travamento mandibular; ou quando o estalo piora progressivamente.
O tratamento do estalo na mandíbula depende da causa e dos sintomas associados: estalo isolado sem dor — orientações e acompanhamento; estalo com dor — placa interoclusal e fisioterapia; deslocamento de disco sem redução — fisioterapia de mobilização e, em casos refratários, artrocentese.
Schiffman E, et al. Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders (DC/TMD). J Oral Facial Pain Headache. 2014;28(1):6-27. | Slade GD, et al. Summary of findings from the OPPERA prospective cohort study. J Pain. 2013;14(12):T102-T115. | Al-Ani MZ, et al. Stabilisation splint therapy for TMD. Cochrane Database Syst Rev. 2004.
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