DTM em Mulheres: Por que é Mais Comum no Sexo Feminino?

Estudos epidemiológicos consistentemente demonstram que a DTM é significativamente mais prevalente em mulheres, com proporção de 2:1 a 4:1 em relação aos homens. Compreender os fatores que explicam essa diferença é importante para o diagnóstico e tratamento.
Fatores que Explicam a Maior Prevalência em Mulheres
Fatores Hormonais
Os estrogênios têm papel importante na modulação da dor e na saúde articular. Receptores de estrogênio foram identificados na ATM, e flutuações hormonais — como as que ocorrem no ciclo menstrual, gravidez e menopausa — podem influenciar a percepção da dor e a inflamação articular.
Diferenças Anatômicas
A ATM feminina apresenta algumas diferenças anatômicas que podem torná-la mais vulnerável a disfunções, incluindo menor espessura do disco articular e diferenças na biomecânica articular.
Resposta ao Estresse
Mulheres tendem a apresentar maior ativação do sistema nervoso autônomo em resposta ao estresse, o que pode aumentar a tensão muscular mastigatória e o bruxismo.
Maior Busca por Tratamento
Parte da diferença pode ser explicada pela maior propensão das mulheres a buscar tratamento médico, o que resulta em mais diagnósticos registrados.
Implicações para o Tratamento
O tratamento da DTM em mulheres deve considerar esses fatores, especialmente em períodos de maior flutuação hormonal. O acompanhamento multidisciplinar e o manejo do estresse são especialmente importantes.
Tem Sintomas de DTM?
Agende sua avaliação com a Dra. Carolina Nunes, especialista em DTM e Dor Orofacial em Brasília-DF.
Agendar pelo WhatsApp