A DTM em crianças e adolescentes é mais prevalente do que se imagina — afeta 16% a 25% dos jovens em idade escolar. Embora frequentemente subdiagnosticada, a DTM pediátrica pode ter impacto significativo no desenvolvimento, na qualidade do sono e no desempenho escolar.
A DTM em crianças é frequentemente subdiagnosticada porque: as crianças têm dificuldade de descrever a dor; os pais e professores podem atribuir as queixas a outros problemas; e muitos profissionais de saúde não consideram a DTM em pacientes pediátricos.
Os fatores de risco específicos da infância e adolescência incluem: bruxismo infantil (afeta 14% a 20% das crianças), estresse escolar e familiar, respiração oral (que altera a postura mandibular), hábitos orais deletérios (chupar dedo, roer unhas, morder objetos), e trauma mandibular.
O diagnóstico de DTM em jovens segue os mesmos critérios do DC/TMD adaptados para a faixa etária. A anamnese deve incluir os pais ou responsáveis. O exame clínico é idêntico ao do adulto, mas os valores de referência para abertura bucal são ligeiramente menores em crianças.
O tratamento conservador para crianças e adolescentes inclui: orientações sobre hábitos orais deletérios, exercícios domiciliares de relaxamento mandibular, placa interoclusal quando indicada (adaptada ao crescimento), fisioterapia orofacial, e manejo do estresse escolar e familiar.
Schiffman E, et al. Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders (DC/TMD). J Oral Facial Pain Headache. 2014;28(1):6-27. | Slade GD, et al. Summary of findings from the OPPERA prospective cohort study. J Pain. 2013;14(12):T102-T115. | Al-Ani MZ, et al. Stabilisation splint therapy for TMD. Cochrane Database Syst Rev. 2004.
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