O zumbido no ouvido (tinnitus) associado à DTM afeta 30% a 45% dos pacientes com disfunção temporomandibular. A relação é explicada pela proximidade anatômica entre a ATM e o ouvido médio, e por conexões neurológicas compartilhadas.
A ATM e o ouvido médio são separados por apenas alguns milímetros de tecido. O músculo tensor do tímpano (que regula a tensão da membrana timpânica) e o músculo tensor do véu palatino (que abre a tuba auditiva) são inervados pelo nervo trigêmeo — o mesmo nervo que inerva os músculos da mastigação.
A relação anatômica entre ATM e ouvido médio explica o zumbido na DTM: a tensão dos músculos tensor do tímpano e tensor do véu palatino, causada pela hiperatividade do nervo trigêmeo na DTM, altera a pressão do ouvido médio e causa zumbido.
A revisão sistemática de Vielsmeier et al. (2012) analisou 14 estudos sobre DTM e zumbido, concluindo que há associação significativa entre as duas condições e que o tratamento da DTM pode reduzir a intensidade do zumbido em 50% a 70% dos pacientes com coexistência das duas condições.
O tratamento do zumbido associado à DTM baseia-se no tratamento da DTM: placa interoclusal rígida (reduz a tensão muscular e articular), fisioterapia orofacial, e manejo do estresse. Em casos refratários, a terapia sonora (tinnitus retraining therapy) pode ser combinada ao tratamento da DTM.
Schiffman E, et al. Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders (DC/TMD). J Oral Facial Pain Headache. 2014;28(1):6-27. | Slade GD, et al. Summary of findings from the OPPERA prospective cohort study. J Pain. 2013;14(12):T102-T115. | Al-Ani MZ, et al. Stabilisation splint therapy for TMD. Cochrane Database Syst Rev. 2004.
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