A tontura associada à DTM é um sintoma relatado por 25% a 40% dos pacientes — uma prevalência que surpreende muitos profissionais de saúde. A relação entre DTM e tontura é real e envolve mecanismos neurológicos e musculoesqueléticos que conectam a mandíbula ao sistema vestibular.
A DTM causa tontura por três mecanismos: tensão dos músculos cervicais (que influenciam o sistema vestibular), conexões neurológicas entre o nervo trigêmeo e o nervo vestibulococlear, e alterações na pressão do ouvido médio por tensão dos músculos tensor do véu palatino e tensor do tímpano.
O diagnóstico diferencial inclui: VPPB (vertigem posicional paroxística benigna — tontura intensa com mudança de posição, tratada com manobra de Epley), doença de Ménière (tontura episódica com zumbido e perda auditiva), e tontura cervicogênica (relacionada à disfunção cervical).
A tontura de origem temporomandibular é identificada por: associação com outros sintomas de DTM (dor na mandíbula, estalo, zumbido), piora com a função mastigatória, ausência de perda auditiva, e melhora com o tratamento da DTM.
O tratamento da tontura por DTM baseia-se no tratamento da DTM subjacente: placa interoclusal rígida, fisioterapia orofacial e cervical, e manejo do estresse. A melhora da tontura geralmente acompanha a melhora dos sintomas de DTM.
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