A sensibilidade dentária associada à DTM e ao bruxismo é causada pelo desgaste progressivo do esmalte dental — a camada protetora mais externa dos dentes. Com o desgaste, a dentina subjacente fica exposta, resultando em dor aguda ao consumir alimentos quentes, frios, doces ou ácidos.
O bruxismo gera forças de até 900 N nos dentes — muito superiores às forças mastigatórias normais. Essas forças abrasivas desgastam o esmalte dental progressivamente. O esmalte não se regenera — o desgaste é irreversível e progressivo sem tratamento.
O desgaste do esmalte expõe os túbulos dentinários — canais microscópicos que conectam a superfície do dente à polpa dental. Estímulos externos (temperatura, doce, ácido) ativam os fluidos nos túbulos dentinários, estimulando as fibras nervosas da polpa e causando dor aguda.
O diagnóstico da sensibilidade dental por bruxismo baseia-se em: desgaste dental visível (facetas de desgaste nas superfícies oclusais), sensibilidade ao teste de temperatura, e presença de outros sinais de bruxismo (hipertrofia do masseter, dor muscular matinal).
O tratamento inclui: placa interoclusal rígida (protege os dentes do desgaste futuro), dessensibilizantes dentais (verniz de flúor, géis com nitrato de potássio ou arginina), e restauração do desgaste existente com resinas compostas ou cerâmica quando necessário.
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