A DTM crônica vai muito além da dor na mandíbula. Afeta profundamente a qualidade de vida em múltiplas dimensões: a capacidade de comer, falar e dormir; a saúde mental; o desempenho no trabalho; e os relacionamentos interpessoais.
O OHIP-14 (Perfil de Impacto na Saúde Bucal) é o instrumento mais utilizado para avaliar o impacto da DTM na qualidade de vida. Pacientes com DTM grave têm escores de OHIP-14 significativamente piores do que a população geral, comparáveis a pacientes com dor crônica de outras origens.
A DTM afeta a qualidade de vida funcional em três dimensões principais: alimentação (dificuldade para mastigar alimentos duros, dor ao comer), comunicação (dor ao falar por períodos prolongados, limitação de abertura bucal) e sono (bruxismo noturno, dor que perturba o sono).
A DTM crônica tem impacto significativo na saúde mental: 50% a 60% dos pacientes com DTM crônica têm ansiedade ou depressão — uma prevalência 2 a 3 vezes maior do que na população geral. A relação é bidirecional: a DTM causa sofrimento psicológico, e a ansiedade/depressão agravam a DTM.
Estratégias para melhorar a qualidade de vida com DTM: tratamento adequado da DTM (placa, fisioterapia), suporte psicológico quando necessário, adaptações na alimentação e no trabalho, exercício físico regular, e grupos de apoio para pacientes com dor crônica.
Schiffman E, et al. Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders (DC/TMD). J Oral Facial Pain Headache. 2014;28(1):6-27. | Slade GD, et al. Summary of findings from the OPPERA prospective cohort study. J Pain. 2013;14(12):T102-T115. | Al-Ani MZ, et al. Stabilisation splint therapy for TMD. Cochrane Database Syst Rev. 2004.
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