A limitação de abertura bucal — incapacidade de abrir a boca completamente — é um dos sintomas mais funcionalmente incapacitantes da DTM. A abertura bucal normal é de 40 a 55 mm; valores abaixo de 35 mm indicam limitação clinicamente significativa.
A abertura bucal normal é de 40 a 55 mm (medida entre as bordas incisais dos dentes superiores e inferiores). Valores entre 35 e 40 mm indicam limitação leve; entre 25 e 35 mm, limitação moderada; abaixo de 25 mm, limitação grave.
As principais causas de limitação de abertura bucal na DTM são: deslocamento de disco sem redução (o disco articular bloqueia o movimento do côndilo), espasmo muscular (contração involuntária dos músculos da mastigação), e anquilose da ATM (fusão das superfícies articulares — rara).
O diagnóstico diferencial entre deslocamento de disco e espasmo muscular é fundamental: o deslocamento de disco sem redução tem início súbito, sem dor à palpação muscular, e a limitação é constante; o espasmo muscular tem início gradual, com dor intensa à palpação muscular, e a limitação varia com o estresse.
O tratamento da limitação de abertura bucal inclui: fisioterapia de mobilização mandibular (exercícios de abertura assistida), placa interoclusal, anti-inflamatórios, e, em casos refratários, artrocentese (lavagem articular) ou manipulação sob anestesia.
Schiffman E, et al. Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders (DC/TMD). J Oral Facial Pain Headache. 2014;28(1):6-27. | Slade GD, et al. Summary of findings from the OPPERA prospective cohort study. J Pain. 2013;14(12):T102-T115. | Al-Ani MZ, et al. Stabilisation splint therapy for TMD. Cochrane Database Syst Rev. 2004.
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