A fibromialgia e a DTM coexistem em 18% a 35% dos pacientes — uma prevalência muito superior à esperada pelo acaso. Ambas as condições compartilham o mecanismo de sensibilização central e frequentemente fazem parte de um espectro de condições de sensibilidade à dor central.
A coexistência de DTM e fibromialgia é explicada pelo mecanismo de sensibilização central compartilhado: em ambas as condições, o sistema nervoso central amplifica os sinais de dor, tornando o paciente mais sensível a estímulos dolorosos e não dolorosos.
Na sensibilização central, o limiar de dor é reduzido — o paciente sente dor com estímulos que normalmente não seriam dolorosos. Esse fenômeno explica por que pacientes com fibromialgia frequentemente têm DTM grave e por que o tratamento convencional da DTM pode ser insuficiente nesses casos.
O diagnóstico de DTM em pacientes com fibromialgia requer atenção especial: a hipersensibilidade generalizada pode tornar o exame de palpação muscular muito doloroso, dificultando a diferenciação entre dor muscular da DTM e hipersensibilidade da fibromialgia.
O tratamento integrado DTM + fibromialgia inclui: placa interoclusal rígida, fisioterapia orofacial adaptada (menor intensidade), medicamentos que atuam na sensibilização central (duloxetina, pregabalina), terapia cognitivo-comportamental, e exercício físico regular.
Schiffman E, et al. Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders (DC/TMD). J Oral Facial Pain Headache. 2014;28(1):6-27. | Slade GD, et al. Summary of findings from the OPPERA prospective cohort study. J Pain. 2013;14(12):T102-T115. | Al-Ani MZ, et al. Stabilisation splint therapy for TMD. Cochrane Database Syst Rev. 2004.
Agende sua consulta com a Dra. Carolina Nunes — Especialista e Mestre em DTM
Agendar pelo WhatsApp