A coexistência de DTM e enxaqueca é muito mais comum do que o acaso explicaria — estudos indicam que pacientes com DTM têm 2 a 3 vezes mais probabilidade de ter enxaqueca do que a população geral. A relação é bidirecional e envolve mecanismos neurológicos compartilhados.
A relação entre DTM e enxaqueca é bidirecional: a DTM pode desencadear crises de enxaqueca por sensibilização do nervo trigêmeo; e a enxaqueca pode agravar a DTM por sensibilização central e aumento da tensão muscular durante as crises.
A enxaqueca é caracterizada por dor unilateral, pulsátil, de intensidade moderada a grave, com náuseas, vômitos e fotofobia/fonofobia. A DTM causa dor bilateral ou unilateral, não pulsátil, sem náuseas, que piora com a função mastigatória. O diagnóstico diferencial é fundamental.
O tratamento da DTM pode reduzir a frequência e a intensidade das crises de enxaqueca em pacientes com coexistência das duas condições. Isso ocorre porque a placa interoclusal reduz a hiperatividade muscular e a sensibilização do nervo trigêmeo.
O tratamento integrado inclui: placa interoclusal rígida, fisioterapia orofacial, medicamentos preventivos para enxaqueca (quando indicados pelo neurologista), e manejo do estresse — fator de risco comum para ambas as condições.
Schiffman E, et al. Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders (DC/TMD). J Oral Facial Pain Headache. 2014;28(1):6-27. | Slade GD, et al. Summary of findings from the OPPERA prospective cohort study. J Pain. 2013;14(12):T102-T115. | Al-Ani MZ, et al. Stabilisation splint therapy for TMD. Cochrane Database Syst Rev. 2004.
Agende sua consulta com a Dra. Carolina Nunes — Especialista e Mestre em DTM
Agendar pelo WhatsApp