A dor no ombro associada à DTM é explicada pela íntima relação anatômica e neurológica entre a mandíbula, a coluna cervical e a cintura escapular. A DTM frequentemente causa alterações posturais compensatórias que sobrecarregam os músculos do pescoço e do ombro.
A mandíbula e a coluna cervical estão conectadas por músculos supra e infra-hióideos, pelo músculo esternocleidomastoideo e pelo trapézio. A tensão muscular da DTM pode se propagar ao longo dessas conexões até o ombro.
Pacientes com DTM frequentemente desenvolvem postura de cabeça anteriorizada como compensação — a cabeça se projeta para frente para aliviar a tensão na ATM. Essa postura sobrecarrega os músculos do pescoço e do ombro, causando dor cervical e escapular.
A síndrome miofascial cervical — com pontos-gatilho nos músculos trapézio, esternocleidomastoideo e elevador da escápula — é frequentemente associada à DTM. O tratamento integrado (DTM + fisioterapia cervical) é mais eficaz do que tratar cada condição isoladamente.
O tratamento integrado inclui: placa interoclusal rígida, fisioterapia orofacial e cervical combinadas, exercícios posturais, e orientações ergonômicas para o trabalho e o sono.
Schiffman E, et al. Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders (DC/TMD). J Oral Facial Pain Headache. 2014;28(1):6-27. | Slade GD, et al. Summary of findings from the OPPERA prospective cohort study. J Pain. 2013;14(12):T102-T115. | Al-Ani MZ, et al. Stabilisation splint therapy for TMD. Cochrane Database Syst Rev. 2004.
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