A DTM crônica — com duração superior a 3 meses — é uma condição distinta da DTM aguda, com mecanismos fisiopatológicos diferentes e que requer abordagem terapêutica mais complexa. Afeta 5% a 8% da população adulta.
A DTM se torna crônica quando os mecanismos de resolução natural da dor são insuficientes. Isso ocorre quando: o tratamento inadequado não elimina a causa; fatores psicossociais (estresse, ansiedade, depressão) perpetuam a dor; ou quando ocorre sensibilização central.
Na sensibilização central, o sistema nervoso central amplifica os sinais de dor — o paciente sente mais dor com menos estímulo. Esse fenômeno explica por que a DTM crônica frequentemente não responde aos mesmos tratamentos da DTM aguda e requer abordagem multimodal.
Fatores que favorecem a cronificação da DTM: diagnóstico tardio, tratamento inadequado, estresse psicológico elevado, ansiedade e depressão, catastrofização da dor, privação de sono, e presença de outras condições de dor crônica (fibromialgia, enxaqueca).
O tratamento da DTM crônica requer abordagem multimodal: placa interoclusal rígida, fisioterapia orofacial, medicamentos (antidepressivos em baixas doses, anticonvulsivantes), terapia cognitivo-comportamental (TCC), e manejo do estresse e do sono.
Schiffman E, et al. Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders (DC/TMD). J Oral Facial Pain Headache. 2014;28(1):6-27. | Slade GD, et al. Summary of findings from the OPPERA prospective cohort study. J Pain. 2013;14(12):T102-T115. | Al-Ani MZ, et al. Stabilisation splint therapy for TMD. Cochrane Database Syst Rev. 2004.
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