A dificuldade para mastigar afeta 70% dos pacientes com DTM moderada a grave. Pode manifestar-se como dor ao mastigar, limitação de abertura bucal, fadiga muscular precoce ou incapacidade de mastigar alimentos duros.
A DTM causa dificuldade mastigatória por três mecanismos principais: dor muscular ao mastigar (mialgia mastigatória), dor articular ao mastigar (artralgia da ATM), e limitação de abertura bucal por espasmo muscular ou deslocamento de disco sem redução.
A limitação de abertura bucal é definida como abertura inferior a 35 mm (normal: 40-55 mm). Pode ser causada por espasmo muscular (tratamento: fisioterapia e placa), deslocamento de disco sem redução (tratamento: manipulação e fisioterapia), ou anquilose (tratamento: cirúrgico).
A dificuldade mastigatória crônica pode levar a: deficiências nutricionais (especialmente proteínas e fibras), perda de peso involuntária, preferência por alimentos macios e processados, e impacto negativo na qualidade de vida.
O tratamento para restaurar a função mastigatória inclui: fisioterapia orofacial com exercícios de mobilização mandibular, placa interoclusal rígida, adaptação alimentar temporária (alimentos macios), e, em casos refratários, infiltração articular com ácido hialurônico.
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