O desgaste dental é uma das consequências mais visíveis e irreversíveis do bruxismo associado à DTM. Pacientes com bruxismo grave podem perder 1 a 2 mm de estrutura dental por ano — 10 a 15 vezes mais do que o desgaste fisiológico normal.
O bruxismo gera forças de até 900 N nos dentes — muito superiores às forças mastigatórias normais (200 a 400 N). Essas forças abrasivas desgastam o esmalte dental progressivamente, expondo a dentina subjacente e causando sensibilidade dental.
O desgaste dental e a DTM têm relação bidirecional: o bruxismo causa desgaste dental e DTM simultaneamente; o desgaste avançado altera a oclusão dental, podendo sobrecarregar a ATM; e a perda de dimensão vertical por desgaste pode agravar a DTM.
As consequências do desgaste avançado incluem: sensibilidade dental intensa, fratura de dentes e restaurações, perda de dimensão vertical (face mais curta), alteração estética do sorriso, e sobrecarga da ATM.
A prevenção do desgaste dental por bruxismo baseia-se na placa interoclusal rígida, que redistribui as forças e protege os dentes. A restauração do desgaste existente pode requerer: facetas de porcelana, coroas, ou reabilitação oral completa nos casos avançados.
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