A cefaleia tensional e a DTM são condições frequentemente coexistentes — 60% a 80% dos pacientes com DTM muscular relatam cefaleia tensional. A relação é bidirecional: a DTM pode causar cefaleia tensional, e a cefaleia tensional pode agravar a DTM.
A cefaleia tensional é o tipo de cefaleia mais comum, afetando 30% a 40% da população. É caracterizada por dor bilateral, em pressão ou aperto (como uma faixa ao redor da cabeça), de intensidade leve a moderada, sem náuseas ou vômitos.
A DTM muscular causa cefaleia tensional por dois mecanismos principais: hiperatividade dos músculos da mastigação (especialmente o temporal, que se insere na têmpora) e sensibilização central, que amplifica os sinais de dor e reduz o limiar de dor.
A cefaleia tensional primária não tem causa identificável e responde a analgésicos. A cefaleia tensional secundária à DTM tem causa identificável (dor à palpação muscular, estalo articular) e responde ao tratamento da DTM. O diagnóstico diferencial é fundamental para o tratamento correto.
O tratamento integrado inclui: placa interoclusal rígida (reduz a hiperatividade muscular), fisioterapia orofacial (terapia manual do músculo temporal), exercícios de relaxamento, manejo do estresse e, quando necessário, medicamentos preventivos para cefaleia.
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