O diagnóstico diferencial da DTM é um dos aspectos mais desafiadores da especialidade. Várias condições podem mimetizar os sintomas da DTM, e o diagnóstico incorreto leva a tratamentos inadequados e à cronificação da dor.
O diagnóstico diferencial correto é fundamental porque: evita tratamentos desnecessários e potencialmente prejudiciais; identifica condições que requerem tratamento urgente (neoplasias, infecções); e garante que o paciente receba o tratamento adequado para sua condição real.
A neuralgia do trigêmeo é frequentemente confundida com DTM porque ambas causam dor na face e na mandíbula. Diferenças: a neuralgia do trigêmeo causa dor em choque elétrico de segundos de duração, desencadeada por toque leve (zona de gatilho), sem dor à palpação muscular ou articular.
A otite média e a disfunção da tuba auditiva causam dor na região do ouvido que pode ser confundida com DTM. A diferença: na otite há febre, secreção e alteração na otoscopia; na DTM, a otoscopia é normal e há dor à palpação da ATM e dos músculos da mastigação.
A artrite reumatoide pode afetar a ATM em 50% a 75% dos pacientes. Diferencia-se da DTM por: acometimento poliarticular, marcadores inflamatórios elevados (PCR, VHS), fator reumatoide positivo e alterações radiográficas características.
Schiffman E, et al. Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders (DC/TMD). J Oral Facial Pain Headache. 2014;28(1):6-27. | Slade GD, et al. Summary of findings from the OPPERA prospective cohort study. J Pain. 2013;14(12):T102-T115. | Al-Ani MZ, et al. Stabilisation splint therapy for TMD. Cochrane Database Syst Rev. 2004.
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