A dor facial crônica associada à DTM é definida como dor persistente por mais de 3 meses na região orofacial. Afeta 5% a 12% da população adulta e é uma das condições de dor crônica mais incapacitantes.
A dor facial crônica por DTM é definida como dor persistente por mais de 3 meses na região orofacial. Afeta 5% a 12% da população adulta e tem impacto significativo na qualidade de vida, no trabalho e nos relacionamentos.
Na DTM crônica, ocorre sensibilização central — o sistema nervoso central amplifica os sinais de dor, tornando o paciente mais sensível a estímulos que normalmente não seriam dolorosos. Esse fenômeno explica por que a dor crônica frequentemente não responde aos mesmos tratamentos da dor aguda.
O diagnóstico diferencial da dor facial crônica inclui: neuralgia do trigêmeo (dor em choque elétrico, unilateral, desencadeada por toque), neuralgia pós-herpética, síndrome da ardência bucal, dor dental de origem pulpar, sinusite crônica e, raramente, neoplasias.
O tratamento da dor facial crônica por DTM requer abordagem multimodal: placa interoclusal rígida, fisioterapia orofacial, medicamentos (antidepressivos em baixas doses, anticonvulsivantes), terapia cognitivo-comportamental e, quando indicado, toxina botulínica.
Schiffman E, et al. Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders (DC/TMD). J Oral Facial Pain Headache. 2014;28(1):6-27. | Slade GD, et al. Summary of findings from the OPPERA prospective cohort study. J Pain. 2013;14(12):T102-T115. | Al-Ani MZ, et al. Stabilisation splint therapy for TMD. Cochrane Database Syst Rev. 2004.
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