O diagnóstico correto da Disfunção Temporomandibular (DTM) é o alicerce de todo o tratamento. O padrão-ouro atual é o Critério de Diagnóstico para Pesquisa em DTM (DC/TMD), publicado por Schiffman et al. em 2014.
O DC/TMD é um sistema diagnóstico de dois eixos: o Eixo I avalia os diagnósticos físicos (muscular, articular ou ambos) com sensibilidade de 0,89 a 0,90; o Eixo II avalia os fatores psicossociais (ansiedade, depressão, catastrofização da dor) que influenciam o prognóstico.
A anamnese inclui: localização, intensidade e qualidade da dor; fatores que agravam e aliviam; presença de estalo ou travamento mandibular; histórico de trauma; hábitos parafuncionais (bruxismo, apertar os dentes, morder objetos); e impacto na qualidade de vida.
O exame clínico inclui: medição da abertura bucal com régua milimetrada (normal: 40-55mm); palpação dos músculos (masseter, temporal, pterigóideos) e da ATM; ausculta articular com estetoscópio; avaliação dos movimentos de lateralidade e protrusão; e exame oclusal.
Exames de imagem são indicados quando há suspeita de alterações ósseas, deslocamento de disco sem redução, artrite ou neoplasia. A ressonância magnética é o exame de escolha para avaliar o disco articular. A tomografia computadorizada avalia as estruturas ósseas com maior precisão.
Schiffman E, et al. Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders (DC/TMD). J Oral Facial Pain Headache. 2014;28(1):6-27. | Slade GD, et al. Summary of findings from the OPPERA prospective cohort study. J Pain. 2013;14(12):T102-T115. | Al-Ani MZ, et al. Stabilisation splint therapy for TMD. Cochrane Database Syst Rev. 2004.
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